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Belém,25/09/2022

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Ney Matogrosso bota o Bloco na Rua do Qualistage no Rio de Janeiro

Sempre à frente de seu tempo, Ney Matogrosso já era oitentão antes de ser modinha.


Ney Matogrosso bota o Bloco na Rua do Qualistage no Rio de Janeiro


Chega ao Qualistage com o show "Bloco na Rua", no dia 13 de agosto, às 21h, que logo se esgotou, mas uma data extra foi aberta: em 30 de setembro, com show às 21h30 - O cantor nascido em Bela Vista, hoje Mato Grosso do Sul (na época o estado ainda não era dividido em dois), se apresenta no auge dos 81 (completos no início do mês) primaveras e rosas de Hiroshima, na Barra.


"Bloco na Rua" estreou em janeiro de 2019, primeiro o show, depois o disco e o DVD, em novembro daquele ano. O cantor prefere esse formato: pensa nas músicas – uma playlist afetiva colhida ao longo de uma carreira de mais de meio século –, vai para o palco e, depois de um tempo de maturação, entra no estúdio para registrar a coleção.




O problema, claro, foi aquele que parou o mundo inteiro: em 2020, a pandemia da Covid-19 congelou o mundo, e, com ele, "Bloco na rua", que só agora chega ao Qualistage.


"Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com o repertório de outras pessoas", pontua Ney.


O setlist é diverso: "Eu quero é botar meu bloco na rua" (Sergio Sampaio), de onde saiu o título da turnê e do disco, "A Maçã" (Raul Seixas), "Álcool (Bolero Filosófico)", da trilha original do filme "Tatuagem" (DJ Dolores) ,"O Beco", dos Paralamas do Sucesso, gravada por Ney nos final dos anos 1980, e "Mulher Barriguda", do primeiro álbum dos Secos e Molhados, de 1973 (Solano Trindade/João Ricardo), são algumas das músicas escolhidas por ele.


Duas canções foram pinçadas do compacto duplo Ney Matogrosso e Fagner, lançado em 1975: "Postal do Amor"(Fagner/Fausto Nilo/Ricardo Bezerra) e "Ponta do Lápis" (Clodô/Rodger Rogério). Outros dois clássicos que Ney nunca havia cantado, "Como 2 e 2" (Caetano Veloso) e "Feira Moderna" (Beto Guedes/Lô Borges/Fernando Brant), também estão no roteiro.




O figurino, sempre aguardado com expectativa em se tratando de um show de Ney Matogrosso, foi criado sob medida pelo estilista Lino Villaventura. Luiz Stein assina o cenário, composto por projeções, e Juarez Farinon a luz do espetáculo, com supervisão de Ney.


A banda afiada é a mesma que o acompanhou nos últimos 5 anos, reunindo Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes(trompete) e Everson Moraes (trombone).




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